Mauro Bahia
Até
quando os eventos aqui narrados vieram a acontecer, Garibaldino Ostrósimo, um
pequeno proprietário de imóveis urbanos em Bom Jesus da Lapa, Bahia, estava satisfeito da
vida. Rico, não era. Mas arrecadava uns trocados com os aluguéis e ia levando a
vida muito bem, sim, senhor. Seu maior patrimônio era uma casa de três andares
onde, no último, ele morava. O prédio ganhara o apelido de Big Mac. Garibaldino
ficava todo orgulhoso.
Mas o
homem achou de alugar o primeiro piso para uma oficina de soldas. Soldas mesmo,
de oxigênio, com foguinho e tudo. E com aquele cara vestindo a máscara
protetora. Até aí, nada de mais, não fosse pelo fato de que o andar do meio já
tinha sido ocupado por um comerciante de explosivos. Coisa besta, umas
bombinhas de São João.
Quatro
dias depois, o Zé da Solda começou a trabalhar. Era uma sexta-feira e
Garibaldino estava deitado em sua rede, após o almoço. Ouviu um barulho muito
grande, vindo de baixo.
– POOOMMM!!!
Foi
carne com osso prá todo lado. De Garibaldino, o maior pedaço que se encontrou
pesava 150 gramas .
Um Big Mac.
(Gravatá,
05/ 09 /2000)
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